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18 de maio, 2024

Guarda responsável: pet não é brinquedo

Guarda responsável: pet não é brinquedo

Ao adotar ou comprar um pet, é preciso assumir toda a responsabilidade pelo seu bem-estar, conforto e sobrevivência. Saiba mais!

Quem gosta de animais sabe o quanto um pet pode mudar a vida e a rotina de uma pessoa. É preciso pensar na alimentação dos gatos ou cachorros, levar para passear, dar as devidas vacinas, entre muitas outras funções que cuidar de outro ser vivo exige.

Por todos esses fatores, a discussão sobre guarda responsável de animais de estimação é muito importante. Entenda mais sobre o assunto!

A importância da guarda responsável

A guarda responsável refere-se não apenas aos cuidados mais básicos com os animais de estimação. Consiste no cuidado conscientizado, considerando principalmente o bem-estar animal.

Esse termo ganha cada vez mais relevância, principalmente diante de casos de maus-tratos. Mas está relacionado também com cuidados referentes ao dia a dia do animal, considerando conforto, saúde física e mental. Por exemplo, fazer passeios regularmente, estar sempre atento a sintomas diferentes e dar as vacinas de maneira correta.

Afinal, cuidar de um pet exige um esforço a ser assumido pelo tutor, para que o animal de estimação tenha qualidade de vida e bem-estar. Por isso, a importância da guarda responsável.

Quando se fala de gatos e cachorros, os pets mais comuns, é preciso pensar no local em que eles dormem, alimentam-se e fazem suas necessidades. Além disso, também é preciso considerar a frequência dos passeios, o tempo de atenção que o tutor concede a ele, entre outros pontos.

Um exemplo é: quando o tutor trabalha o dia todo fora, deve deixar um ambiente divertido, confortável e limpo para o seu animal. Assim, ele terá distrações durante o dia, diminuindo o estresse e a ansiedade enquanto seu tutor está fora.

Assim, há vários pontos relacionados com a guarda responsável de um pet. Esse ser vivo não pode ser visto como uma mera distração ou “brinquedo” para a família. Ele passa, sim, a fazer parte dela e necessita de cuidados essenciais.

Problemas de saúde pública

A questão da guarda responsável de animais também está muito relacionada com um problema de saúde pública: o abandono nas ruas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), existem cerca de 30 milhões de animais abandonados no Brasil, sendo 10 milhões de gatos e 20 de milhões cachorros.

Os animais soltos pelas ruas podem levar a questões de difícil solução. Pode haver disseminação de doenças entre os animais, aumento da sujeira urbana (como sacos de lixo rasgados) e grande crescimento populacional desses animais (que se desenvolvem sem nenhum tipo de cuidado). Além disso, aumentam os casos de acidentes e, claro, de casos de maus-tratos a animais.

Portanto, ao adotar ou comprar um animal, é imprescindível o tutor exercer uma guarda responsável. Isso inclui tanto não abandonar o animal quanto evitar que ele fuja de casa e corra algum tipo de perigo nas ruas.

O tutor responsável não apenas oferece cuidados básicos aos animais, como vimos. Ele se torna, de fato, um guardião do pet, responsável por sua sobrevivência, bem-estar e saúde, e deve considerar também questões de saúde pública.

Maus-tratos e abandono são crimes

As questões dos direitos dos animais vão muito além de garantir bem-estar, evitando seu sofrimento. Os problemas de saúde pública acarretados pelo abandono e por maus-tratos é um dos principais motivos para que essas ações sejam consideradas criminosas.

Afinal, além de ferirem o bem-estar animal, maus-tratos e abandono ainda atrapalham o combate a problemas de saúde pública. Tais questões podem afetar toda uma comunidade pela falta de responsabilidade de um tutor.

A lei contra maus-tratos animais é antiga, mas sempre passa por revisões. Em 2020, ficou determinado o aumento da pena para quem maltratar cães e gatos. Agora, esse indivíduo poderá ser punido com 2 a 5 anos de reclusão, além de pagamento de multa e proibição de guarda futura.  E, caso o crime resulte na morte do animal, a pena pode aumentar em até ⅓ desse tempo.

Em 2022, entrou em vigor uma nova regra. Passou-se a considerar o acorrentamento de cães e gatos de maneira ininterrupta (que impeça a livre mobilidade para atos de sua sobrevivência) também maus-tratos. Da mesma maneira, o abandono animal é considerado maus-tratos, e está incluído na lei de proteção.

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Redação BB jovem

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